Junho 23 2016

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publicado por Nicolae Santos às 15:23

Junho 23 2016

A Islândia é uma selecção de mentalidade pequenina que não vai fazer nada neste Europeu. Nada a não ser ter ficado à frente de Portugal na fase de grupos.

publicado por Nicolae Santos às 14:29

Junho 23 2016

Os britânicos decidirão hoje permanecer na União Europeia, ainda que por curta margem. O resultado foi decidido quando Jo Cox foi assassinada. Pode parecer frio, seco e insensível escrevê-lo, mas foi isto que aconteceu.

publicado por Nicolae Santos às 12:52

Junho 22 2016

Um jogador da bola disse algo como "Falem agora papagaios! Respeito... Parabéns Portugal".

Nem sei bem por onde começar. Vou começar por desculpá-lo. Gosto imenso dele, como jogador de bola. Dito isto, não pretendo menorizar os jogadores de bola. Alguns deles são homens de uma dimensão humana gigante, outros deles até de uma dimensão intelectual muito mais que simplesmente respeitável. Passada a fase em que expliquei que não tenho qualquer ódio de estimação por gente que joga futebol, vamos ao mais grave:

Estas declarações configuram uma incapacidade assustadora de convivência com a liberdade de opinião. Não é possível aceitar que a simples crítica seja classificada de "papagaísse". Como funcionariam as nossas sociedades se cada vez que alguém critica algo fosse rebaixado e comparado ao reflexo animal de uma ave canora ? Ele não sabe do que fala. Felizmente ele, tal como eu, nasceu depois de uma ditadura ter caído.

Ainda mais grave do que a sua indegesta, mas livre opinião, é ver pessoas com uma dimensão intelectual muito superior à que ele alguma vez teve, partilharem essas declarações com orgulho pátrio e salazarento. Voltámos ao tempo do "tudo pela nação, nada contra a nação" sendo que agora a nação é um grupo de 23 gajos que jogam à bola ? Gostava de concluir que isto é um efeito de alguma coisa má, mas não, é um sintoma. É um sintoma de uma necessidade desesperada de identificação com algo, que precisamos ser superior a nós, que precisamos que nos torne iguais, em vez de livres.

Sim, foi com sentimentos destes que muitas coisas feias foram feitas. Cada vez que a Liberdade é secundarizada em função da igualdade, coisas más acontecem.

Cuidado. Nem tanto com as coisas que defendem, acima de tudo com o impulso que vos leva a defendê-las.

publicado por Nicolae Santos às 23:32

Junho 22 2016

Ucrânia, Roménia e Suécia fora do Euro/2016. As selecções que jogaram de amarelo, em apoio aos colégios que viviam à custa do estado, foram varridas da competição. O futebol neste caso deu o exemplo.

publicado por Nicolae Santos às 21:46

Junho 22 2016

Está tudo em polvorosa. O sr Aveiro, capitão da selecção nacional, pegou no microfone de um jornalista da CM TV, tirou-o das mãos e atirou-o a um lago, enquanto ele lhe colocava uma questão.

Muitos riram-se, alguns criticaram, muitos mais do que seria saudável, aplaudiram. O que me deixou atónito em toda a questão foi a quantidade de pessoas que acharam a situação normal, menor ou negligenciável. Para ser sincero, mais do que atónito o que me deixou assustado foi a quantidade de pessoas que conheço, com as quais achava partilhar uma base suficientemente estava para militar no mesmo partido político, que aplaudiram a situação.

Não restem dúvidas, abomino do fundo dos intestinos o Correio da Manhã. Para mim representa tudo o que é escarrável no conceito de "comunicação social popular". O CM desistiu há muito de qualquer papel que pudesse ter na dignificação de um dos actos mais nobres numa democracia, a responsabilidade de informar os cidadãos. O CM, mascarado nessa nobre tarefa limita-se a servir numa bandeja de prata o que considera satisfazer os instintos mais primários desses cidadãos, o crime de alguidar, a insinuação de sarjeta, a perseguição pessoal/política que atrai audiências. A estratégia corre-lhes bem, são o amontoado de papel com letras que mais vende (não, não tratarei aquilo como Jornal). Por assustador que pareça esse facto diz mais sobre as pessoas que consomem imprensa escrita do que sobre o amontoado de papel com letras escritas que publicam. Poucas coisas podem definir melhor um povo do que a quantidade de pessoas que consomem imprensa escrita e qual a imprensa escrita que é consumida.

Dito tudo o que anteriormente disse, e voltando ao essencial, qualquer acção ou inacção que conduza ou promova qualquer forma de limitação à capacidade dos jornalistas exercerem a sua função é, em si só, execrável e abjecta. Seja a censura redactorial a uma peça jornalística, a violência verbal/física sobre um jornalista, a ameaça de violência sobre um jornalista ou o impedimento de um jornalista exercer a sua profissão em liberdade e segurança, estamos na presença de um ataque à liberdade de imprensa, e, mesmo quando falamos do CM, estamos na presença de um ataque a todos nós.

Não tenho qualquer simpatia sobre o trabalho feito naquela casa, não tenho nenhuma admiração pelos jornalistas que executam aquela filosofia de comunicação social, muito menos simpatia tenho pelo grupo empresarial que os mantém naquela linha editorial em função da liderança nas vendas e patrocínios. Uma coisa sei, quando alguém tiver o poder de os condicionar, terá, mais cedo ou mais tarde, o poder de decidir quem publica o quê, quando, em que circunstâncias e contra quem. E nunca serei capaz de considerar democrática uma sociedade onde isso aconteça.

Mais grave que a linha editorial do CM é se a atitude do sr Aveiro passar incólume. Se passar com o apoio de jornalistas e ditos "democratas", então em vez de grave é catastrófico. É sinal que a Senadora Amidala do Star Wars tinha razão quando dizia que "as Democracias caem ao som do aplauso das populações".

publicado por Nicolae Santos às 20:09

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